Relação humano–máquina ao volante: Confiar ou controlar na condução moderna?

Alexey Orlov
Alexey Orlov 4 Min Read
Sérgio Bento De Araújo analisa a relação humano–máquina ao volante e o desafio entre confiar na tecnologia ou manter o controle na condução moderna.

De acordo com o empresário Sergio Bento de Araujo, a relação humano–máquina ao volante tornou-se um dos temas centrais da mobilidade contemporânea, especialmente com o avanço de sistemas de assistência à condução, conectividade veicular e automação progressiva. O carro deixou de ser apenas um meio mecânico de transporte para se tornar um ambiente inteligente, capaz de interpretar dados, tomar decisões e interagir constantemente com o motorista. Nesse contexto, surge uma questão fundamental: até que ponto confiar na tecnologia e quando manter o controle humano?

Descubra como a tecnologia transforma a condução sem substituir o papel humano.

Como a relação humano–máquina ao volante vem sendo construída?

A relação humano–máquina ao volante vem sendo construída de forma gradual, por meio da introdução de sistemas de assistência como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e alertas inteligentes. Esses recursos não substituem o motorista, mas ampliam sua capacidade de percepção e resposta em situações de risco. Com isso, a condução torna-se mais segura, especialmente em cenários de trânsito intenso ou fadiga.

Na visão de Sérgio Bento De Araújo, a condução moderna levanta uma questão central: até que ponto devemos confiar nas máquinas ao dirigir?
Na visão de Sérgio Bento De Araújo, a condução moderna levanta uma questão central: até que ponto devemos confiar nas máquinas ao dirigir?

Essa convivência progressiva faz com que o motorista passe a compartilhar decisões com o veículo. O carro observa o ambiente, processa informações em tempo real e sugere ou executa ações específicas, enquanto o condutor mantém a responsabilidade final. Esse modelo híbrido redefine o papel humano, que deixa de ser apenas operacional e passa a ser mais estratégico, atento ao contexto e às escolhas mais amplas da condução.

No entanto, como pontua Sergio Bento de Araujo, essa construção exige adaptação comportamental. O motorista precisa compreender os limites dos sistemas, saber quando confiar e quando intervir. A relação saudável não se baseia em delegar totalmente o controle, mas em entender a tecnologia como apoio qualificado à tomada de decisão, mantendo atenção ativa e senso crítico ao volante.

Confiar demais na tecnologia pode gerar novos riscos?

A confiança excessiva nos sistemas automatizados pode gerar um efeito conhecido como complacência. Quando o motorista acredita que o carro é capaz de resolver todas as situações, tende a reduzir o nível de atenção, o que pode ser perigoso em cenários complexos ou inesperados. Conforme o empresário Sergio Bento de Araujo, esse comportamento aumenta o risco de respostas tardias diante de situações críticas.

Sistemas de assistência operam com base em sensores, algoritmos e dados previamente definidos. Situações fora do padrão, falhas de leitura ou condições adversas podem comprometer o desempenho da tecnologia. Nesses momentos, a intervenção humana rápida e consciente continua sendo indispensável, reforçando a necessidade de vigilância constante por parte do condutor.

Qual é o papel do controle humano na era dos carros inteligentes?

Mesmo com avanços significativos, o controle humano permanece central na condução. O motorista é quem interpreta contextos sociais, comportamentos imprevisíveis e decisões éticas que a tecnologia ainda não é capaz de assumir plenamente. A sensibilidade humana continua sendo um diferencial crítico, especialmente em situações que exigem julgamento imediato.

Em suma, como destaca Sergio Bento de Araujo, o desafio atual não é escolher entre controle ou automação, mas equilibrar ambos. O controle humano precisa ser exercido de forma consciente, sabendo quando assumir a condução total e quando permitir que os sistemas auxiliem. Esse equilíbrio reduz a fadiga, aumenta a segurança e melhora a experiência ao volante, sem comprometer a responsabilidade do condutor.

Autor: Alexey Orlov

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