Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, alude que o setor de saúde estética tem apresentado crescimento acelerado nos últimos anos, impulsionado por avanços tecnológicos, maior acesso a procedimentos e aumento da demanda por tratamentos que combinam bem-estar e aparência. Esse cenário, embora positivo do ponto de vista de inovação e mercado, traz desafios importantes relacionados à regulação, à qualificação profissional e à segurança dos pacientes. Se você considera realizar um procedimento estético, compreender esses aspectos é fundamental para fazer escolhas mais seguras.
A ampliação da oferta de procedimentos, especialmente os minimamente invasivos, também contribuiu para a entrada de novos prestadores de serviços no mercado, nem sempre com a formação adequada para lidar com possíveis complicações. Esse contexto reforça a importância de políticas de fiscalização e de educação da população sobre critérios de segurança.
Expansão da demanda e riscos associados aos procedimentos estéticos
O aumento da procura por procedimentos estéticos está relacionado a fatores culturais, avanços técnicos e maior divulgação nas redes sociais. Tratamentos que antes exigiam internação hospitalar passaram a ser realizados em ambientes ambulatoriais, ampliando o acesso, mas também exigindo cuidados adicionais quanto à estrutura e à equipe envolvida.

Tal como explica Milton Seigi Hayashi, a banalização de alguns procedimentos pode levar à subestimação de riscos que, embora menos frequentes, podem ser graves. Toda intervenção no corpo humano envolve possibilidade de complicações, e isso deve ser claramente comunicado ao paciente durante o processo de decisão.
Importância da formação e da habilitação profissional
A qualificação do profissional é um dos principais fatores de segurança em qualquer procedimento médico, informa Hayashi. Em um mercado em expansão, torna-se ainda mais relevante garantir que apenas profissionais devidamente habilitados realizem intervenções que envolvem riscos clínicos.
A formação técnica, aliada à atualização constante, permite reconhecer limitações, identificar sinais precoces de complicações e adotar condutas adequadas em situações adversas. A atuação fora da área de competência ou sem respaldo científico compromete não apenas o paciente, mas a credibilidade do setor como um todo.
Papel das entidades reguladoras e da fiscalização
As entidades reguladoras têm papel central na definição de normas, fiscalização de serviços e orientação da população. Diretrizes sobre infraestrutura, equipamentos, protocolos de segurança e habilitação profissional são instrumentos fundamentais para reduzir riscos sistêmicos.
A fiscalização não deve ser vista como obstáculo ao crescimento do setor, mas como mecanismo de proteção coletiva. Ambientes regulamentados e práticas alinhadas às normas aumentam a confiança dos pacientes e favorecem o desenvolvimento de serviços de maior qualidade.
Milton Seigi Hayashi ainda destaca que campanhas educativas e divulgação de informações oficiais ajudam a combater práticas irregulares e a orientar o público sobre critérios básicos de segurança.
Como o paciente pode tomar decisões mais seguras
Embora a responsabilidade técnica seja do profissional, o paciente também tem papel ativo na escolha consciente do tratamento. Buscar informações, esclarecer dúvidas e não se basear apenas em promessas de resultados rápidos são atitudes que contribuem para reduzir riscos.
Hayashi expressa que consulta médica é o espaço adequado para discutir indicações, alternativas, possíveis complicações e cuidados pós-procedimento. Decisões tomadas sem avaliação individual ou motivadas apenas por tendências podem levar a frustrações e problemas de saúde.
Outro ponto importante é desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado ou de procedimentos realizados fora de ambientes adequados, fatores que frequentemente estão associados à ausência de estrutura e de suporte em caso de intercorrências.
Crescimento do setor exige responsabilidade compartilhada
O avanço da saúde estética é uma realidade que traz benefícios em termos de inovação e acesso a tratamentos. No entanto, para que esse crescimento seja sustentável, é necessário que profissionais, instituições e órgãos reguladores atuem de forma integrada, priorizando a segurança do paciente e a qualidade dos serviços.
Portanto, como evidencia Milton Seigi Hayashi, a responsabilidade na prática clínica e o respeito às normas são elementos indispensáveis para preservar a confiança do público e garantir que os avanços técnicos se traduzam em benefícios reais.
Autor: Alexey Orlov