Regulação e responsabilidade na saúde estética: Desafios do crescimento do setor

Alexey Orlov
Alexey Orlov 5 Min Read
Milton Seigi Hayashi destaca a regulação e a responsabilidade na saúde estética.

Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, alude que o setor de saúde estética tem apresentado crescimento acelerado nos últimos anos, impulsionado por avanços tecnológicos, maior acesso a procedimentos e aumento da demanda por tratamentos que combinam bem-estar e aparência. Esse cenário, embora positivo do ponto de vista de inovação e mercado, traz desafios importantes relacionados à regulação, à qualificação profissional e à segurança dos pacientes. Se você considera realizar um procedimento estético, compreender esses aspectos é fundamental para fazer escolhas mais seguras.

A ampliação da oferta de procedimentos, especialmente os minimamente invasivos, também contribuiu para a entrada de novos prestadores de serviços no mercado, nem sempre com a formação adequada para lidar com possíveis complicações. Esse contexto reforça a importância de políticas de fiscalização e de educação da população sobre critérios de segurança.

Expansão da demanda e riscos associados aos procedimentos estéticos

O aumento da procura por procedimentos estéticos está relacionado a fatores culturais, avanços técnicos e maior divulgação nas redes sociais. Tratamentos que antes exigiam internação hospitalar passaram a ser realizados em ambientes ambulatoriais, ampliando o acesso, mas também exigindo cuidados adicionais quanto à estrutura e à equipe envolvida.

Crescimento do setor e desafios de regulação na saúde estética com Milton Seigi Hayashi.
Crescimento do setor e desafios de regulação na saúde estética com Milton Seigi Hayashi.

Tal como explica Milton Seigi Hayashi, a banalização de alguns procedimentos pode levar à subestimação de riscos que, embora menos frequentes, podem ser graves. Toda intervenção no corpo humano envolve possibilidade de complicações, e isso deve ser claramente comunicado ao paciente durante o processo de decisão.

Importância da formação e da habilitação profissional

A qualificação do profissional é um dos principais fatores de segurança em qualquer procedimento médico, informa Hayashi. Em um mercado em expansão, torna-se ainda mais relevante garantir que apenas profissionais devidamente habilitados realizem intervenções que envolvem riscos clínicos.

A formação técnica, aliada à atualização constante, permite reconhecer limitações, identificar sinais precoces de complicações e adotar condutas adequadas em situações adversas. A atuação fora da área de competência ou sem respaldo científico compromete não apenas o paciente, mas a credibilidade do setor como um todo.

@miltonseigihayash

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Papel das entidades reguladoras e da fiscalização

As entidades reguladoras têm papel central na definição de normas, fiscalização de serviços e orientação da população. Diretrizes sobre infraestrutura, equipamentos, protocolos de segurança e habilitação profissional são instrumentos fundamentais para reduzir riscos sistêmicos.

A fiscalização não deve ser vista como obstáculo ao crescimento do setor, mas como mecanismo de proteção coletiva. Ambientes regulamentados e práticas alinhadas às normas aumentam a confiança dos pacientes e favorecem o desenvolvimento de serviços de maior qualidade.

Milton Seigi Hayashi ainda destaca que campanhas educativas e divulgação de informações oficiais ajudam a combater práticas irregulares e a orientar o público sobre critérios básicos de segurança.

Como o paciente pode tomar decisões mais seguras

Embora a responsabilidade técnica seja do profissional, o paciente também tem papel ativo na escolha consciente do tratamento. Buscar informações, esclarecer dúvidas e não se basear apenas em promessas de resultados rápidos são atitudes que contribuem para reduzir riscos.

Hayashi expressa que consulta médica é o espaço adequado para discutir indicações, alternativas, possíveis complicações e cuidados pós-procedimento. Decisões tomadas sem avaliação individual ou motivadas apenas por tendências podem levar a frustrações e problemas de saúde.

Outro ponto importante é desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado ou de procedimentos realizados fora de ambientes adequados, fatores que frequentemente estão associados à ausência de estrutura e de suporte em caso de intercorrências.

Crescimento do setor exige responsabilidade compartilhada

O avanço da saúde estética é uma realidade que traz benefícios em termos de inovação e acesso a tratamentos. No entanto, para que esse crescimento seja sustentável, é necessário que profissionais, instituições e órgãos reguladores atuem de forma integrada, priorizando a segurança do paciente e a qualidade dos serviços.

Portanto, como evidencia Milton Seigi Hayashi, a responsabilidade na prática clínica e o respeito às normas são elementos indispensáveis para preservar a confiança do público e garantir que os avanços técnicos se traduzam em benefícios reais. 

Autor: Alexey Orlov

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